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Juliana Guarnieri

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Juliana Guarnieri - Vet

Bom por onde começar?

Lá vai meu nome é Juliana, sou médica veterinária e atualmente moro no interior de SP., sempre fui apaixonada por

cães de grande porte, quanto maior melhor (risos), minha família sempre teve rottweillers e cães menores. Desde que me formei

na faculdade de veterinária que sonho ter um dogue alemão, tive contato com alguns durante os estágios.

Então como eu morava sozinha comecei a procurar pela raça, porém devido

a inúmeros fatores o sonho foi sendo sempre adiado, e como veterinária

sempre acaba resgatando algum aqui e ali, acabei adotando outros cães no decorrer dos anos que passaram.

Também tive algumas idas e vindas de uma cidade pra outra e de um emprego pra outro

o que dificultava ainda mais pra arrumar outro cão,

ainda mais um dogue alemão. Sempre fui ligada em proteção animal e fiz diversos amigos na proteção

ao longo dos anos e através do Facebook. E por falar em facebook passei a acompanhar algumas comunidades de resgate de cães

através dele, dentre elas a dogue alemão rescue.

Em 2015 voltei a morar em Marília e comprei uma casa na cidade.

Minha casa foi entregue em 2017, eu estava me estabilizando e quando me mudei pra nova casa

levei minha pequena matilha de cães (3 poodles,

1 pit bull, e 2 vira latas) e alguns outros bichos (sagui, coruja, calopsitas),

e com isso não estava em meus planos ter no momento o tão sonhado dogue alemão.

Sempre ajudei a divulgar os cães que estavam pra doação, e quando algum

amigo me perguntava se sabia de algum cão, colocava ele em contato com protetores,

para que juntos tentassem encontrar o cão "ideal".

Um dia desses uma amiga me pediu se eu não sabia de algum cachorro de grande porte para doação

, no momento perguntei a Ana ( uma amiga que fiz através do Facebook, e que sempre postava cães grandes),

a Ana me passou então alguns dos cães que estavam pra doação, entre eles uma dogue alemão preta, fêmea e

adulta, nessa hora comentei com ela que a raça era um sonho antigo, mas devido

a vários fatores não tinha realizado ainda e ela comentou

que tinham filhotes para doação.

Meio sem pensar respondi que eu queria adotar um.

Chegando em casa comentei com meu marido sobre os dogues

e paramos para pensar se seria uma boa ideia. Afinal tinhamos acabado de mudar,

ainda estavamos mexendo na casa e tinha os outros bichos.

Aí bateu a dúvida, um dogue se encaixaria aqui em casa?

Se daria bem com os outros cães e com os outros bichos? Será que não teríamos brigas etc?

Como a casa era nova e estávamos mexendo não teria como eu separar um cão do outro pra tentar uma adaptação.

Meu deus quantas dúvidas e questionamentos surgiram nesse momento.

Nunxa tive problemas em adotar cães adultos (já tinha adotado inúmeros cães inclusive adultos). Porém como disse

acima eu já possuía uma pequena matilha e um dos cães mais recentes que tinha adotado era uma poodle

de 2,5kg e 3 anos de idade que era de uma cliente e essa por questões pessoais me

pediu para ficar com a cachorra (pensa em uma cachorra "chata",

ela não tem a mínima noção de tamanho - como todo cachorro pequeno e avança nos cães maiores tentando

morde los, além de me morder sempre que tento fazer algo com ela,

tipo escovar os dentes, tosar, limpar ouvidos etc).

Mesmo o dogue alemão tendo esse jeito todo doce, sendo um gigante gentil, eu tinha medo de pegar um cão adulto

e ele não se adaptar, ou acabar machucando um dos menores, e também por possuir animais silvestres(sagui,

coruja) tinha medo de pegar um cão que colocasse esses animais em risco, então um filhote seria ideal para facilitar a

adaptação aqui, ele cresceria no meio dos cães e outros animais, porém sei que filhotes são mais difíceis de aparecer e

muito disputados na hora da doação, então não tinha muita esperança em conseguir adotar um.

A Ana então me passou o contato da Cris Santos, pois era a Cris que estava fazendo

as entrevistas com os interessados em adotar. Entrei em contato com a Cris.

Ela me pediu para que entrasse na comunidade no Facebook e que preenchesse

o questionário de entrevista e enviasse por email.

Fiz o que ela pediu e aguardei super ansiosa por uma resposta.

Um dia a noite a Cris entrou em contato comigo e me disse que

tinha uma fêmea adulta que poderia ser minha, expliquei para a Cris todos os meus medos e preocupações em colocar

um cão adulto aqui (por conta dos pequenos e dos silvestres). Ela me ouviu e acabei optando por não adotar naquele momento.

No dia seguinte à Ana veio falar comigo perguntar se a adoção

tinha dado certo e eu expliquei o que tinha conversado com a Cris.




Naquela noite a Cris me mandou uma mensagem dizendo que tinha um macho de 4 meses

azul pra mim que ia se encaixar melhor aqui.

Na hora nem acreditei, ela ficou de me mandar o contrato

para formalizar a doação e me passou o contato da Kah,

membro da comunidade, e que já tinha adotado 2 dogues com a Cris e que estava adotando mais um,

e como morávamos na mesma cidade, eu poderia ver pra ela trazer o meu bebê.

Eu conversei com a Kah e acertei o pagamento do transporte do meu filhote...

isso era quinta feira, e a Kah iria buscar os cães no final de semana,

retornando a Marília no domingo a noite.

Foram os dias mais longos, a ansiedade tomava conta de mim e do meu marido.

Aquele domingo foi extremamente longo, as horas não passavam.

E finalmente a Kah me liga dizendo que chegou, fui correndo buscar meu menino.

Ele era lindo e enorme. Demos a ele o nome de Odin.

O trouxemos pra casa e optamos por apresentar ele aos outros cães no dia seguinte.

Ele dormiu separado dos demais naquela noite. No dia seguinte foi apresentado aos outros membros da matilha, t

ivemos alguns rosnados o que é normal com tantos cães até que aos poucos ele se encaixou.

Foi aceito por todos,e nunca estranhou ninguém.

Sempre foi um gigante gentil

(lembra da poodle de 2,5kg? , pois é ela vire e mexe ela rosna pra ele ou morde seus lábios heheh).





Aos poucos meu bebê Odin foi crescendo, sempre muito comportado,

pra um filhote ele era até que bem comportado, aprontou algumas coisinhas, estragou outras, mas nada além de travessuras de filhote.

Eu estava preparada para essas "artes", afinal que filhote não apronta? Esse mês de agosto fez 1 ano que o Odin entrou em nossas vidas.

Ele superou todas as minhas expectativas em relação a raça.

Ele é maravilhoso, está enorme, e é extremamente gentil, muito exigente de carinho, quer atenção o tempo todo e

como todo gigante sem a mínima nocão do tamanho, acho que na cabeça dele ele é igual a poodle.

Pois quer colo o tempo todo. Nesse 1 ano que estamos juntos, eu engravidei,

e todo mundo me perguntava o que faria com os cães, o que seria se minha bebê

fosse alérgica, ou se eu não teria medo dos cães perto dela etc...

E durante a minha gestação me perguntava qual seria a reação dos cães em relação a ela,

em especial como seria a relação e a reação do Odin com a bebê.

E não podia ser melhor, em julho minha filha nasceu e o odin adorou a bebê e entendeu que é um bebê e que ele precisa ser delicado perto dela.

Prova disso é uma foto que tirei agora no dia dos pais, meu marido com a bebê no colo e

o Odin fazendo de tudo para cheirar ela. Ele adora lamber o pé dela

, tentar tirar as meias ou lamber as mãozinhas dela heheh.

O Odin é meu sonho realizado, e ele é tudo que eu sempre quis e muito mais,

é um membro da minha família. Só tenho a agradecer a Ana por ter me falado dele

e a Cris por ter ouvido todos os meus medos e preocupações e que encontrou o cão perfeito pra minha família.

Depois de ter adotado o Odin já indiquei a comunidade pra diversos

amigos e 2 deles já adotaram com a Cris também.

Minha vida com o Odin só está começando.

Se Deus quiser teremos muitos e muitos anos felizes pela frente.

Um conselho pra quem procura não somente um cão mas um membro da família é:e tiver oportunidade e condições adote,

entre em contato com a comunidade, converse, tire suas dúvidas e exponha seus questionamentos,

pois só assim encontrará um verdadeiro amigo, que irá se encaixar

perfeitamente na sua vida, rotina e expectativas.

Seja um cão adulto ou filhote adotar é tudo de bom.



Juliana Guarnieri - Vet


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